Minas Novas

 

 

 

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  Minas Novas  
© 18/04/2006 - Flávio Vitarelli

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O acesso ao município de Minas Novas se dá pela BR 040 e também pela BR 367. A cidade fica a aproximadamente 520 km de Belo Horizonte.

 

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Sobre a localidade


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Minas Novas é uma pequena cidade do Vale do Jequitinhonha distante 216 km de Diamantina. Seu povoamento está ligado à antiga região mineradora do Vale do Rio Araçuaí. (Ribeiro, Galizoni e Simão, 2004).
Apresenta planaltos e chapadas recobertas pela vegetação do cerrado. As grandes chapadas, entrecortadas por depressões e vales, têm altitude variando entre 900 a 1000 metros.
A beleza cênica da cidade não se esgota nesses elementos, pois ela possui uma paisagem de rios e cavernas ainda inexploradas.
O clima da área é o tropical semi-úmido com características que variam desde o clima semi-árido ao úmido. A temperatura média anual varia pouco, situando-se na faixa de 21 a 24ºC. O mês mais quente é fevereiro e o mais frio é junho.
A vegetação é predominantemente a de cerrado com grande variedade de formações desde matas mais densas ao longo dos cursos d’água, cerrado típico, cerradão e campo limpo.
“Vastos reflorestamentos substituíram grandes trechos do cerrado original nas superfícies planas das chapadas” (IBGE, 1997).
Em Minas Novas se localiza a Reserva Biológica Estadual Mata do Acauã, hoje rebatizada de Estação Ecológica Mata do Acauã, com 3.195 hectares. É uma reserva remanescente de Mata Atlântica. Foi criada em 1974 e tem como finalidades a proteção do meio natural, das espécies da fauna e flora e o desenvolvimento de atividades de pesquisa e educação ambiental.


Aspectos Históricos
O antigo povoado de Fanado, hoje, cidade de Minas Novas é um território minerador, do período colonial, com uma história similar às várias cidades mineiras. A colonização inicial se deu pela Bahia e, mais tarde, pela Comarca de Serro Frio, com a descoberta do ouro e de diamante.
Há registros da expedição de Sebastião Leme do Prado como provisão de Guarda–mor das “terras mineraes”, autorizado legalmente pelo então governador da capitania D. Lourenço de Almeida. Atraídos pelas lavras auríferas fixaram-se no povoado, que cresceu à medida que a exploração do ouro ia sendo confirmada.
A exploração do meio ambiente natural exigiria adaptações, novos ajustamentos e novos equipamentos urbanos. É o diferente que se apresenta; a presença dos exploradores envolveria certamente valores distantes, até então não compartilhados pela população indígena que ali vivia: Maconês e Camaraxos dos Tocayos.
A instalação do aparato administrativo português e a resistência às mudanças confiscariam não só os modos de viver dos indígenas, mas as suas próprias vidas. A disputa pela ocupação gerou uma história de crimes e atrocidades.
Passada a formação, o arraial recebeu, em apenas dois anos, a categoria de vila com Casa de Câmara, Cadeia e Pelourinho – elementos simbólicos da demarcação da coroa portuguesa na ocupação do espaço.
Conta-se que por volta de 1767 passou por lá um homem chamado José da Silva Xavier, o Tiradentes, que a historiografia mais tarde lhe atribuiria o lugar de herói da Inconfidência. Este fato toma diferentes versões:
“Reza a lenda que Tiradentes trabalhava por conta própria como comissário comercial, fazendo viagens, nas quais levava e trazia mercadorias para a população de diversas vilas nas províncias de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Como Minas Novas era o ponto de ligação entre Minas e a Bahia, ele precisou estar lá por mais de uma vez. Numa dessas passagens à Vila, Tiradentes foi surpreendido por um comboio de negros com seu dono. Ao ver os maus tratos que os negros recebiam, investiu contra o dono dos escravos e travou-se ali demorada luta corporal entre os dois, que acabaram presos. Conta-se que o dono dos escravos foi liberto, o que não é difícil de compreender, e que Tiradentes, depois de detido e processado, perdeu seu pequeno lote de burros de carga, pois, além de pagar para ser libertado, foi roubado enquanto esteve na prisão”.
Fora certamente entre lendas, histórias e fatos que a antiga Vila do Fanado, com as riquezas das minas de ouro e diamante, recebeu a fixação de elementos portugueses em um ritmo crescente na época, o que determinou sua elevação à categoria de cidade com a denominação de Minas Novas.
A sede do município é praticamente uma única rua. Os monumentos ficam espalhados ao longo da via. Existem outras edificações de interesse histórico, mas sem tombamento no conjunto.
Minas Novas possui significativas edificações do período colonial. Uma delas é a igreja de São José, único exemplar de partido octogonal conhecido no Brasil. A planta é igual à da Capela Templária de Leon, na França, do século XIII, mas utiliza soluções locais como a técnica de pau-a-pique. Outro importante monumento é a Matriz de São Francisco. Há ainda, as Igrejas do Rosário, do Amparo e de São Gonçalo, tombadas pelo Estado.
O “Sobradão” – edifício de quatro pavimentos, construído em meados do século XIX – é a “menina dos olhos” do povo de Minas Novas. É o maior sobrado da história das edificações do período colonial. Foi constituído por um único bloco de construção, em quatro pavimentos e estrutura de madeira e taipa de pilão; possui 59 janelas e oito portas. Toda a história e os valores da identidade local convergem para ele.
No segundo andar, encontra-se o Museu Municipal de Antiguidades, Variedades e Artesanato, com um conjunto de peças da cultura material, que são pequenos elementos reveladores do universo familiar do Vale do Jequitinhonha, sobretudo, do universo feminino.


Cultura Material e Imaterial
A cultura em Minas Novas é visível nos modos de viver, fazer e trabalhar com o barro e o couro; também nas festas populares, nas formas de linguagem, nas tecnologias das casas de farinha e engenho e nas coisas simples do cotidiano, como a “pelada” na beira do rio – são patrimônios culturais que testemunham a pluralidade e a diversidade da cultura local.
Seu acervo colonial encontra-se no núcleo da pequena cidade. Os monumentos do centro histórico registram a condição econômica e principalmente as técnicas construtivas dos séculos XVIII e XIX.
Mas é no pequeno calendário das festas religiosas que a normalidade da cidade se rompe. Neste sentido, a festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Minas Novas, que acontece no segundo domingo do Espírito Santo, possui um destaque especial. Colocar a festa na rua exige todo um ritual, que inicia com a lavação da igreja, que recebe o nome de “Quinta do Angu”. Tradicionalmente, as pessoas levam latas e potes de água na cabeça. No dia seguinte, ao meio dia, acontece a queima de fogos com a presença das caixas, banda de música e repique de sinos anunciando a primeira novena da noite. “Caixeiros” e “tamborileiros” percorrem as ruas da cidade em direção às casas dos festeiros, para tomarem o tradicional gole de cachaça. Anualmente, é anunciado, para toda a cidade, o momento da eleição dos novos reis.
O artesanato desenvolvido na área rural, como ofício, passado de geração a geração, é uma herança dos povos indígenas, portugueses e negros escravizados. Hoje, é um produto comercial de grande expressão cultural. Sua produção é realizada pela mão-de-obra feminina. Diferentemente dos meios tradicionais de leitura e registro da história, o manuseio do barro permite conhecer o cotidiano da mulher do Vale, através da narrativa de suas histórias de vida: a infância, as brincadeiras, o casamento, etc.
A pequena comunidade de Coqueiro Campo, localizada a 12 Km da sede, na área rural, é um povoado de ocupação não adensada, pontilhada por modestas casas, que também funcionam como ateliês, em meio a eucaliptos e o que resta da mata nativa. Com modos simples nos processos de criação das peças, a maioria das mulheres consegue sustentar famílias inteiras com o fruto do ofício. Aos homens e demais integrantes das famílias restam a migração para o interior de São Paulo, nos períodos de colheita de cana-de-açúcar.
No povoado de São Benedito do Capivari, alguns ofícios permitem a fruição cultural ancestral, como o caso do Mestre Antônio Luiz de Matos, lavrador, herdeiro confesso do ofício de “tamborzeiro”. Ele produz caixas esculpidas em troncos de árvore, através de antigas técnicas de construção de tambores.
As distâncias entre as casas e o isolamento das unidades familiares levam ao cultivo de plantas de usos medicinais, hortas, criação de pequenos animais e outros comportamentos com múltiplos significados culturais.

 

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